Da Globalização à Bipolaridade: Como os BRICS e o Ocidente Reconfiguram a Ordem Mundial.
Por Chester NEWS – Blog Estratégico de Geopolítica.
Santos, Estado de São Paulo, Estados Unidos do Brazil.
(É do sul mas é América!), 16 de outubro de 2025.
Nos últimos anos, os BRICS — originalmente concebidos como um agrupamento econômico de mercados emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) — evoluíram para um bloco político de peso crescente no cenário internacional. A ampliação do grupo, agora incluindo países como Irã, Egito e Etiópia, consolidou o caráter geopolítico dessa aliança, que passou a desafiar diretamente o eixo de poder tradicional liderado pelos Estados Unidos e seus aliados da OTAN.
A recente escalada de tensões comerciais, simbolizada pelo chamado tarifaço promovido pelo governo norte-americano sob Donald Trump e as novas ameaças tarifárias dirigidas aos países dos BRICS, revela mais do que simples medidas protecionistas: trata-se de um realinhamento estratégico global. O mundo parece caminhar para uma divisão nítida entre dois grandes blocos — de um lado, o Norte Global e seus aliados ocidentais; de outro, o Sul Global, liderado pelos BRICS e seus parceiros estratégicos.
Diversos analistas interpretam esse fenômeno como o início de uma Desglobalização, um processo em que as economias passam a se fechar em torno de afinidades políticas e ideológicas. Outros preferem o termo “globalização bipolar”, uma nova etapa da interdependência internacional em que coexistem dois sistemas paralelos de produção, comércio, finanças e defesa — cada um buscando autonomia tecnológica, energética e militar.
O risco desse cenário é evidente: a criação de circuitos econômicos fechados entre os blocos. Se cada lado concentrar seu comércio, seus insumos industriais e até suas cadeias de armamentos apenas entre aliados “confiáveis”, o mundo perderá os benefícios da interdependência que sustentou o crescimento global nas últimas décadas. O friendshoring — termo usado para designar a realocação de cadeias produtivas em países “amigos” —, embora estratégico sob o ponto de vista de segurança nacional, tende a reduzir a eficiência econômica, elevar custos e aprofundar desigualdades entre nações.
Essa fragmentação econômica e política representa um retrocesso sistêmico na governança global. Em vez de promover a cooperação multilateral, a competição entre blocos pode intensificar crises regionais, limitar o acesso de países em desenvolvimento a tecnologias e investimentos, e, em última instância, agravar tensões geopolíticas já latentes.
Os BRICS, ao se consolidarem como uma alternativa de poder global, trouxeram diversidade à ordem internacional — mas também reacenderam o espírito de rivalidade estrutural que marcou o século XX. A era da globalização unipolar parece chegar ao fim, substituída por um mundo onde a eficiência econômica cede espaço à segurança estratégica.
O desafio que se impõe, portanto, é evitar que a nova bipolaridade econômica se torne um novo tipo de Guerra Fria, em que a lógica da cooperação dá lugar à desconfiança. A prosperidade global, afinal, depende menos de alianças exclusivas e mais da capacidade de convivência entre diferentes polos de poder.
Fim.
*O Editor fez o texto com prompts ao GPT com instruções para escrever este artigo em 16.10.2025.

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