quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Há como evitar uma Guerra na América do Sul entre os Estados Unidos da América e a Venezuela — que talvez possa envolver os Estados Unidos do Brazil?

Há como evitar uma Guerra na América do Sul entre os Estados Unidos da América e a Venezuela — que talvez possa envolver os Estados Unidos do Brazil?

Por Chester NEWS – Blog Estratégico de Geopolítica

Santos, Estado de São Paulo, Estados Unidos do Brazil, 16 de outubro de 2025. América.

(É do Sul, mas é América!).

A crescente tensão entre Estados Unidos e Venezuela reacende o temor de uma crise militar de grandes proporções no continente sul-americano — uma região que, historicamente, busca evitar confrontos interestatais diretos. No entanto, a deterioração política da Venezuela, somada ao agravamento da situação humanitária e à retórica hostil entre Caracas e Washington, levanta a pergunta inevitável: há como evitar uma guerra na América do Sul?

A verdade incômoda é que, para a Venezuela, restam poucas alternativas além da mudança de regime. O governo de Nicolás Maduro, isolado diplomática e economicamente, enfrenta sanções severas e uma população cada vez mais exaurida. Internamente, o país se tornou uma economia colapsada, dependente do petróleo e do apoio político de aliados como Rússia, China e Irã. Externamente, é visto pelos Estados Unidos como um foco de instabilidade e autoritarismo em seu “quintal estratégico”.

É importante reconhecer que os Estados Unidos são, de fato, um poder imperialista, com histórico de intervenções diretas e indiretas em diversas partes do mundo. No entanto, o império norte-americano possui uma característica peculiar: ele não tolera outras ditaduras nas Américas — sejam elas no Norte, no Centro ou no Sul. Desde a Doutrina Monroe, formulada em 1823, a política externa de Washington deixou claro que o continente americano é visto como uma zona de influência onde regimes autoritários não têm espaço duradouro.

O Brasil, por sua vez, encontra-se em uma posição delicada. Embora tradicionalmente adote uma política de não intervenção e diplomacia pragmática, sua proximidade geográfica e econômica com a Venezuela pode arrastá-lo, direta ou indiretamente, para o centro da disputa. A eventual participação do Brasil — ainda que apenas em missões de paz ou sanções coordenadas — o colocaria em um dilema geopolítico entre o alinhamento com o Ocidente e o risco de isolamento regional.

Evitar a guerra, portanto, depende de uma transição política pacífica na Venezuela, apoiada por mediação internacional legítima e por garantias de estabilidade interna após a saída de Maduro. Sem isso, a América do Sul corre o risco de se tornar palco de um conflito por procuração entre grandes potências, algo que o continente não presencia desde a Guerra Fria.

Em última instância, a paz sul-americana dependerá da maturidade diplomática de seus líderes e da capacidade dos Estados Unidos de exercer influência sem recorrer à força. O colapso de um regime autoritário não precisa significar o início de uma guerra — mas a história mostra que, quando as mudanças não ocorrem por vias políticas, elas acabam sendo impostas pela força das armas.

Fim do Artigo.

Da Globalização à Bipolaridade: Como os BRICS e o Ocidente Reconfiguram a Ordem Mundial

Da Globalização à Bipolaridade: Como os BRICS e o Ocidente Reconfiguram a Ordem Mundial.

Por Chester NEWS – Blog Estratégico de Geopolítica.


Santos, Estado de São Paulo, Estados Unidos do Brazil.

(É do sul mas é América!), 16 de outubro de 2025.


Nos últimos anos, os BRICS — originalmente concebidos como um agrupamento econômico de mercados emergentes (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) — evoluíram para um bloco político de peso crescente no cenário internacional. A ampliação do grupo, agora incluindo países como Irã, Egito e Etiópia, consolidou o caráter geopolítico dessa aliança, que passou a desafiar diretamente o eixo de poder tradicional liderado pelos Estados Unidos e seus aliados da OTAN.

A recente escalada de tensões comerciais, simbolizada pelo chamado tarifaço promovido pelo governo norte-americano sob Donald Trump e as novas ameaças tarifárias dirigidas aos países dos BRICS, revela mais do que simples medidas protecionistas: trata-se de um realinhamento estratégico global. O mundo parece caminhar para uma divisão nítida entre dois grandes blocos — de um lado, o Norte Global e seus aliados ocidentais; de outro, o Sul Global, liderado pelos BRICS e seus parceiros estratégicos.

Diversos analistas interpretam esse fenômeno como o início de uma Desglobalização, um processo em que as economias passam a se fechar em torno de afinidades políticas e ideológicas. Outros preferem o termo “globalização bipolar”, uma nova etapa da interdependência internacional em que coexistem dois sistemas paralelos de produção, comércio, finanças e defesa — cada um buscando autonomia tecnológica, energética e militar.

O risco desse cenário é evidente: a criação de circuitos econômicos fechados entre os blocos. Se cada lado concentrar seu comércio, seus insumos industriais e até suas cadeias de armamentos apenas entre aliados “confiáveis”, o mundo perderá os benefícios da interdependência que sustentou o crescimento global nas últimas décadas. O friendshoring — termo usado para designar a realocação de cadeias produtivas em países “amigos” —, embora estratégico sob o ponto de vista de segurança nacional, tende a reduzir a eficiência econômica, elevar custos e aprofundar desigualdades entre nações.

Essa fragmentação econômica e política representa um retrocesso sistêmico na governança global. Em vez de promover a cooperação multilateral, a competição entre blocos pode intensificar crises regionais, limitar o acesso de países em desenvolvimento a tecnologias e investimentos, e, em última instância, agravar tensões geopolíticas já latentes.

Os BRICS, ao se consolidarem como uma alternativa de poder global, trouxeram diversidade à ordem internacional — mas também reacenderam o espírito de rivalidade estrutural que marcou o século XX. A era da globalização unipolar parece chegar ao fim, substituída por um mundo onde a eficiência econômica cede espaço à segurança estratégica.

O desafio que se impõe, portanto, é evitar que a nova bipolaridade econômica se torne um novo tipo de Guerra Fria, em que a lógica da cooperação dá lugar à desconfiança. A prosperidade global, afinal, depende menos de alianças exclusivas e mais da capacidade de convivência entre diferentes polos de poder. 

Fim.

*O Editor fez o texto com prompts ao GPT com instruções para escrever este artigo em 16.10.2025.